Quarta-feira, 23 de Abril de 2008

Observatório quer R$ 1,6 mi para sismógrafos

O chefe do Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (UnB), professor Lucas Vieira Barros, afirmou, após se reunir com técnicos do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência (GSI), que o Brasil precisa de um investimento de aproximadamente R$ 1,6 milhão para instalação de uma rede sismológica que permita registrar tremores em todo território nacional.

» Veja: tremor de terra atinge o País
» Defesa Civil faz vistorias no Rio
» vc repórter: mande fotos e notícias
» Presenciou o tremor? Comente aqui

"A rede sismológica contará com mais 40 aparelhos capazes de medir tremores de pequena intensidade e que serão distribuídos uniformemente pelo Brasil. Esses dados serão transmitidos em tempo real por satélite. Cada estação sismológica custa cerca de R$ 41,4 mil", explica o professor.

Pelo projeto, a UnB firmaria parcerias com a Marinha, o Exército, a Aeronáutica, outras universidades e projetos hidrelétricos para operação dos equipamentos e o governo federal faria os investimentos de compra e instalação das estações. Hoje, o Brasil conta com uma rede de aproximadamente 50 sismógrafos, mas, segundo ele, a rede está mal distribuída e detecta apenas tremores de grande intensidade. Barros acredita que até 2010 essa nova rede já esteja em funcionamento.

O professor falou ainda que o tremor de ontem foi o sexto de maior intensidade já sentido no Brasil e que não há como prever um novo terremoto na região.

Contudo, ele afirmou que nesta faixa no oceano, a 300 km da costa, há uma região sensível onde já foram registrados vários tremores de menor intensidade ao longo das últimas décadas.

Ele descartou ainda a possibilidade de tsunami em terremotos no mar como o ocorrido ontem. Segundo ele, para isso seria necessário um tremor acima de 6,5 pontos da escala Richter e as placas teriam que se mover verticalmente. Nessa região do oceano Atlântico, as placas se movem apenas horizontalmente, o que impede a formação de ondas gigantes.

Fonte:http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI2772058-EI306,00.html

Novos tremores podem ocorrer nos próximos dias, diz especialista

SÃO PAULO - O terremoto registrado na terça-feira, a 218 quilômetros de São Vicente, litoral sul de São Paulo, de 5,2 graus na escala Ritcher, foi gerado graças a um "rompimento" das placas tectônicas da região. "As placas vão se movimentando, o que é normal, mas, em uma determinada hora, elas perdem uma espécie de elasticidade e se rompem", disse o especialista em sismologia da Universidade de Brasília (UnB), Dr. Lucas Vieira Barros.

  • Internautas ajudam cobertura do iG sobre tremor
  • Terremoto foi o maior já registrado em São Paulo
  • Veja como se proteger de novos tremores
  • Tiago Dória: tremor repercute em blogs, Twitter e Orkut
  • Segundo Barros, novos tremores podem ocorrer nos próximos dias, porém, com menor intensidade. "Não descartamos a possibilidade de um novo terremoto dessa magnitude, mas a probabilidade é muito pequena. Agora a situação tende a se normalizar e os outros possíveis tremores serão de menor intensidade", disse.

    O fenômeno, ocorrido na terça-feira, durou cerca de três segundos e foi sentido em São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio de Janeiro e Minas. Moradores dos cinco Estados ficaram muito assustados, mas não há registro de vítimas.

    "Tudo tremeu aqui em Ubatuba (litoral de São Paulo). Às 21h, o mar agitou e, até as 22h, as ondas cobriram a praia e ficaram barulhentas.", relatou Sérgio, internauta do iG. "Estou em Balneário Camboriu (Santa Catarina) e senti um tremor aqui.Durou cerca de 10 segundos. (foi de baixa intensidade, mas foi claramente percebido)", contou o internauta André Persuhn.

    Agência Brasil

    Especialista explica fenômeno

    Segundo os especialistas, a preocupação com relação a um tsunami não é cabível. "Não existe esse risco, as condições geológicas do Brasil não favorecem esse tipo de fenômeno", disse o sismólogo Afonso Vasconcelos.

    Outros terremotos

    Medições feitas no observatório sismológico de Brasília mostram que, nos últimos dez anos, mais de 5 mil abalos foram registrados no País, sendo 400 deles com magnitude igual ou superior a 3 graus na escala Richter.

    O maior terremoto, até então, que já havia sido registrado no Estado de São Paulo atingiu 5,1 graus na escala Richter, em 27 de janeiro de 1922, na cidade de Mogi-Guaçu. O terremoto mais forte registrado no País atingiu 6,2 graus na escala Richter - o evento ocorreu em 1955 em Porto dos Gaúchos (MT).

    Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/04/23/terremotos_de_alta_magnitude_nao_devem_ser_registrados_nos_proximos_dias_diz_especialista_1282962.html

    Tremor de 5,2 graus na escala Richter atinge SP e é sentido em outros 4 Estados

    Um terremoto de 5,2 graus de magnitude na escala Richter atingiu diversas regiões de São Paulo na noite desta terça-feira (22), e foi sentido em mais quatro Estados. O epicentro foi no mar, a 215 km da costa do Estado de São Paulo, segundo informação do Observatório de Sismologia da Universidade de Brasília (UnB). O fenômeno foi registrado às 21h00min48 e durou três segundos. O tremor foi um dos sete maiores em magnitude registrados por sismógrafos no país, segundo o professor George Sand França, da UnB, e pode até fazer com que novos abalos ocorram nas próximas horas.

    Não há registro de feridos ou de ocorrências graves, mas foram registradas rachaduras em edifícios no bairro do Butantã e no Hospital Estadual da Vila Alpina, na zona leste da cidade de São Paulo.

    Folha Imagem
    Moradores de edifício no Butantã, em SP, abandonaram suas casas e relataram que parade interna ficou rachada com o tremor
    UNB ALERTA PARA NOVOS ABALOS
    RACHADURA NA ZONA LESTE
    SP TAMBÉM TREMEU EM NOVEMBRO
    ABALO EM MG CAUSOU 1ª MORTE
    OUTROS TERREMOTOS NO PAÍS
    COMO ACONTECE O TREMOR
    Além da capital, moradores de vários locais do Estado de São Paulo, como a região do ABC paulista, Baixada Santista e Campinas informaram ter sentido os tremores. Cidades mais distantes como Americana, a 120 km da capital, também sentiram o abalo. Moradores de Estados vizinhos afirmam ter sentido um leve tremor, como internautas de São Gonçalo e da Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, relataram ao UOL. Reflexos do tremor também chegaram ao Paraná, Minas Gerais e em Santa Catarina.

    O Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) de São Paulo confirmou que recebeu dezenas de ligações de todas as zonas da capital com relatos do abalo.

    Tremor foi um dos sete maiores registrados do Brasil
    Segundo o professor George Sand França, o terremoto está entre os sete maiores já registrados no Brasil. No Estado de São Paulo, outra grande ocorrência foi registrada em 1922, em Mogi-Guaçu (172 km da capital), com 5,1 graus na escala Richter (com a diferença de que naquela ocasião o epicentro foi no continente). "Mas esse de hoje foi o primeiro a ter um efeito maior em São Paulo, as pessoas reagiram de uma forma muito intensa", avalia o professor.

    MAIORES ABALOS NO BRASIL
    Porto dos Gaúchos (MT)19556,6
    Litoral de Vitória (ES)19556,3
    Tubarão (SC)19395,5
    Codajás (AM)19835,5
    Pacajus (CE)19805,2
    Litoral de SP20085,2
    Mogi-Guaçu (SP) 19225,1
    João Câmara (RN)19865,1
    Plataforma (RS)19905,0
    Itacarambi (MG)20074,9
    LOCALANOMAGNITUDE*
    O maior terremoto documentado no país, segundo França, ocorreu em 1955, em Porto dos Gaúchos, na Serra do Tombador (MT), e teve magnitude 6,6 na escala Richter.

    O professor França afirmou que São Paulo fica em região de fratura em placa tectônica que já tem uma atividade física permanente. Ele foi sentido na metrópole com maior intensidade devido ao grande número de prédios altos.

    "A capital de São Paulo amplifica os reflexos do tremor por estar em uma bacia sedimentar. É como se fosse uma base mole, então a onda vem e a freqüência é sentida com mais intensidade", descreveu.

    Segundo ele, a possibilidade de ocorrer outro tremor no período pós-abalo é mínima, mas isso é algo "que não pode ser descartado". Em dezembro do ano passado, por exemplo, depois de um terremoto de 4,9 graus atingir a região de Itacarambi (MG), e causar a primeira morte em decorrência de terremotos no país, cerca de 300 tremores foram registrados, "abalos bem menores que muitas vezes não são nem sentidos pelos moradores", explicou. O especialista disse ainda que geralmente, os abalos podem ser sentidos em um raio de cerca de 300 a 400 km. "Depois disso, perde intensidade".

    O epicentro do terremoto desta terça fica na área de plataforma continental que vai do Espírito Santo até o Rio Grande do Sul, segundo França. A estimativa de freqüência de abalos sísmicos nessa área seria de uma a cada 10 a 15 anos, mas, explica o especialista, a estimativa não é exata porque a medição instrumental começou somente no século passado, um período considerado historicamente curto para estudos precisos de freqüência.

    Arte UOL
    O epicentro do tremor de 5,2 graus foi próximo ao litoral paulista
    "O principal é ter calma"
    França recomenda: o importante em situações de tremor é que as pessoas não entrem em pânico e saibam como agir. "O principal é ter calma."

    Ele diz que no Ceará, onde os tremores são mais comuns, as pessoas não se assustam mais. "Elas saem de casa tranqüilamente. Agora, se ocorre aqui, em Brasília, todo mundo vai ficar com medo", comparou.

    "Os tremores são uma ocorrência natural. A diferença é que hoje a gente tem mais recursos para registrá-los e as pessoas sentem mais", acrescentou.

    Construção civil deve pensar em segurança
    Na opinião do professor, o Brasil precisa começar a pensar a construção civil levando em consideração a segurança para o caso de terremotos, principalmente em lugares que são mais suscetíveis a abalos. Ele citou os municípios de Alcântaras (CE), Sobral (CE) e João Câmara (RN).

    ENTENDA A ESCALA RICHTER
    Menos de 3,5Não é sentido
    3,5 a 5,4Pode causar danos
    5,5 a 6,0Ocasiona pequenos danos
    6,1 a 6,9Pode causar danos graves
    7,0 a 7,9Causa danos muito graves
    8,0 ou maisDestruição total
    O professor também descartou a relação do tremor de terra com a exploração de plataformas de petróleo na região. Segundo ele, os primeiros registros de tremores na região da chamada plataforma continental são de 1955, antes da exploração do petróleo.

    Segundo a geofísica Célia Fernandes explicou ao UOL em novembro de 2007 -quando outro tremor foi sentido em São Paulo-, em regiões mais altas da cidade, como a avenida Paulista, é mais fácil sentir abalos sísmicos, bem como em andares mais altos de edifícios, pela maneira como as ondas do tremor se propagam.

    Relatos
    A produtora de moda Olivia Hanssen, 27, conta que estava em casa, a dois quarteirões da avenida Paulista, em São Paulo, quando sentiu o tremor. "Estava deitada, com meu gato no colo, quando senti a cama tremer. O gato deu um pulo e ficou com o pelo arrepiado e o olhar fixo", conta.

    Tereza Yamabe, professora de geofísica da Unesp, afirma que o Brasil não é um local propício a grandes terremotos em razão de estar no meio de uma grande placa, região mais estável que as bordas. Entretanto, ela afirma que terremotos de nível médio podem acontecer, principalmente em regiões como a plataforma continental, mas que isso não oferece um risco de maremotos ou tsunamis.
    NÃO HÁ RISCO DE TSUNAMI
    LEIA MAIS
    MAIOR TREMOR DESDE 1922
    RELATOS DO LITORAL DE SP
    RELATOS DO INTERIOR DE SP
    RELATOS DE OUTROS ESTADOS
    SENTIU O TREMOR? RELATE
    Larissa Ricciardi, 35, que também mora na região da Paulista, estava em casa quando sentiu a mesa em que trabalhava ao computador mexer. "Deu para perceber que não era um tremor comum, provocado por um caminhão na rua, porque o lustre balançou e os móveis mexeram", relata.

    O marchand Clemente Hungria, 52, sentiu o tremor no bairro de Perdizes, zona oeste da capital paulista. "Tremeu bastante, chegou a dar enjôo", conta ele, que mora no décimo andar. "As janelas do apartamento fizeram barulho, mas não chegou a quebrar nada".

    Na região central da cidade, na rua Augusta, o professor da USP César Azevedo, 42, conta que o tremor pareceu, a princípio, um ônibus que passava. "Daí, olhei pela janela, e não vi nada na rua. Só mais tarde, pela televisão, fiquei sabendo do que se tratava".

    *Com informações da Agência Estado


    Fonte: http://noticias.uol.com.br/ultnot/2008/04/23/ult23u1983.jhtm

    Aumento da população cria falsa impressão de que há mais terremotos

    Especialista afirma que não houve aumento na frequência dos abalos no país.
    Tremor desta terça e o ocorrido em Minas Gerais no ano passado foram diferentes.

    A ocorrência de dois terremotos de maior intensidade em menos cinco meses (em Minas Gerais em dezembro passado e em São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Paraná nesta terça-feira) assustou os brasileiros. Mas a especialista em sismologia Tereza Yamabe garante que os dois eventos não estão relacionados e que não estão ocorrendo mais terremotos que o normal no país. Essa percepção, diz ela, é causada por que simplesmente há mais gente no Brasil para sentir os abalos hoje.

    “O tremor em Minas ocorreu ali mesmo, bem embaixo daquela vila. Foi localizado. O de ontem foi um reflexo de um tremor maior que ocorreu no Atlântico”, explicou a pesquisadora da Unesp (Universidade Estadual Paulista) ao G1.

    A idéia de que o Brasil está livre dos terremotos é um mito, segundo a cientista. “O Brasil está mais protegido dos tremores. Eles são mais raros e menos intensos, mas isso não quer dizer que são inexistentes”, diz ela. O Brasil, explica, fica bem no meio da chamada “placa sul-americana”, que tem a borda leste no Atlântico e a oeste na Cordilheira dos Andes.

    “Ainda assim, a placa é feita de rocha sólida que se movimenta sobre rocha líquida. Ela se mexe muito pouco, mas se mexe. Ao longo dos séculos, as tensões nas rachaduras se acumulam e a energia é liberada de repente”, afirma. Foi esse tipo de tremor que atingiu Minas Gerais em dezembro e causou a primeira morte registrada no país por um terremoto.

    O tremor desta terça, no entanto, foi um reflexo, parecido com o que acontece quando há fortes tremores nos Andes, principalmente no Chile. “Várias vezes já sentimos São Paulo tremer durante um terremoto no Chile. Agora foi a mesma coisa, só que o tremor foi no Atlântico”, diz a sismóloga.

    Yamabe explica que terremotos no país sempre existiram. Eles só têm chamado mais atenção. Por dois motivos: primeiro, porque há mais aparelhos espalhados pelo país para detectar os tremores; segundo, porque a população aumentou e cobre mais áreas do país. “Em 1955, tivemos um tremor muito mais forte que esse, no Mato Grosso, que atingiu 6,6 pontos. Mas a população ali era pequena, então não chamou tanta atenção”, disse ela.


    Tsunamis

    Apesar do susto para a população da Baixada Santista, a especialista garante que não havia motivo para pânico. “Nunca foi registrado um tsunami no Atlântico”, explicou ela. Isso porque a falha geológica no oceano que banha o território brasileiro é bem diferente das falhas do Pacífico. Ela foi causada pela separação dos continentes e não pela aproximação.

    “Na falha do Pacífico, as placas estão sendo comprimidas uma contra a outra. Quando há liberação de tensão, há um terremoto extremamente forte e o solo do oceano se levanta, jogando a energia para a água”, afirma. “No Atlântico, não há essa compressão, então os terremotos serão sempre mais leves e não levantam a água”, diz.

    Fonte:http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL422146-5603,00-AUMENTO+DA+POPULACAO+CRIA+FALSA+IMPRESSAO+DE+QUE+HA+MAIS+TERREMOTOS.html


    Você Sobreviveu ao Terremoto de SP?


    Se você sobreviveu ao terremoto de SP, junta-se a nós e deixe seus relatos